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quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Combinação de cisterna e fomento rural amplia emprego e renda no campo, aponta pesquisa


Famílias beneficiadas com a cisterna de produção acessam mais empregos formais, obtêm maior renda e deixam o Bolsa Família com mais frequência. É o que mostra a avaliação de impacto apresentada pelo professor Breno Ramos Sampaio, do Departamento de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), durante a Sexta com Debate promovida pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O estudo analisou os programas Cisternas e Fomento Rural.


A pesquisa avaliou o efeito de cada programa separadamente e também o efeito combinado dos dois. Segundo Breno Sampaio, os ganhos crescem quando a família recebe a cisterna, que garante água para produzir, junto com o fomento, que oferece capital e educação para produzir. “Os efeitos são bastante potencializados se você tem uma cisterna, com água para produção, e um fomento, com algum capital e educação para produzir”, explicou.


Entre os resultados, o pesquisador destacou o aumento do emprego formal entre as famílias atendidas. “Mostramos que as cisternas aumentaram o emprego formal das pessoas. Elas estão acessando mais empregos, maiores rendas, e isso resulta em melhoria de bem-estar”, afirmou.


Breno Sampaio também chamou atenção para a redução da presença das famílias no Programa Bolsa Família, que ele considera um fator de bem-estar social. “É um grande resultado para o programa, que está realmente viabilizando uma vida melhor para essas famílias”, disse. O pesquisador trabalha com o Programa Cisternas desde 2014 e estuda a Cisterna Segunda Água, voltada à produção, há um ano e meio.

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