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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Governo Federal detalha ações de prevenção e resposta aos efeitos do El Niño no Nordeste


Os diferentes cenários de preparação para os possíveis efeitos do El Niño em cada região do país foram detalhados nesta quarta-feira, 2 de setembro, pelo Governo Federal, durante entrevista coletiva com veículos de imprensa regionais. A agenda ocorre na sequência das reuniões dos “Diálogos Federativos – Emergências Climáticas 2026/2027”, realizadas com gestores estaduais e municipais para apresentar as medidas de preparação e resposta adotadas pela União e os instrumentos disponíveis para a atuação conjunta entre os diferentes entes federados.


As questões de jornalistas de diferentes estados foram respondidas pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior; pelo ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; e pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional em exercício, Valder Ribeiro de Moura.


Miriam Belchior também apontou que os possíveis impactos do fenômeno variam de acordo com as características de cada região, uma vez que o El Niño não afeta todo o território brasileiro de maneira semelhante.


NORDESTE — No Nordeste, entre os pontos de atenção estão a disponibilidade de água e os possíveis impactos sobre a produção e o abastecimento de alimentos. Segundo Miriam Belchior, os monitoramentos indicam que os principais reservatórios da região se encontram em situação confortável, em comparação com outros períodos. A ministra citou ainda empreendimentos voltados à segurança hídrica, como o Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF).


O Nordeste terá cerca de R$ 10 bilhões voltados à construção de 2.800 quilômetros de canais e adutoras; novos reservatórios que vão acrescer 2,2 milhões de metros cúbicos de água; além da recuperação de 162 barragens e de 172 mil cisternas.


As intervenções de integração e expansão do PISF incluem os ramais do Apodi e do Salgado, o Cinturão das Águas, a ampliação do bombeamento do Eixo Norte e a Adutora do Agreste. O conjunto prevê R$ 4,8 bilhões em investimentos e alcança cerca de 12 milhões de pessoas. Em situações emergenciais de escassez de água, a Operação Carro-Pipa é utilizada para o abastecimento de comunidades atendidas pelo programa. A operação já recebeu R$ 2,1 bilhões e atende, em média, 1,6 milhão de pessoas por mês.

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