O Dia Mundial e Nacional de Combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), celebrado em 29 de outubro, reforça a importância da prevenção, do reconhecimento dos primeiros sinais da doença e da busca imediata por atendimento de saúde. Considerado um dos principais problemas de saúde pública no Brasil e no mundo, o AVC está entre as principais causas de morte por doenças não transmissíveis e figura entre as dez principais causas de incapacidade, podendo provocar sequelas permanentes e comprometer a qualidade de vida dos pacientes.
No cenário pós-pandemia, o AVC ocupa a segunda posição entre as causas de mortalidade no Brasil e a segunda no mundo. Segundo a Sociedade Brasileira de AVC, o Acidente Vascular Cerebral matou mais de 106 mil brasileiros em 2025 e 7 milhões de pessoas morreram em diversos países do mundo. Ainda segundo o boletim epidemiológico da Sociedade, 1 em cada 4 pessoas terá AVC na idade adulta e a cada 6 segundos, 1 pessoa morre devido ao AVC no mundo.
No cenário brasileiro, são estimados mais de 255 mil casos anualmente, com uma taxa de incidência de 122/100.000 hab. A cada 2 minutos, 1 pessoa tem um AVC no Brasil.
A prevenção é uma das principais estratégias para reduzir a ocorrência da doença. Estima-se que cerca de 90% dos casos de AVC estejam associados a fatores de risco potencialmente controláveis, como hipertensão arterial, diabetes, obesidade, sedentarismo, tabagismo e consumo de álcool. O acompanhamento regular dos indicadores de saúde, a adoção de hábitos saudáveis e o controle das doenças crônicas são medidas importantes para diminuir o risco de ocorrência do evento.
O AVC acontece quando há interrupção do fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro ou rompimento de um vaso sanguíneo cerebral. A condição pode comprometer funções neurológicas, provocar sequelas incapacitantes e levar à morte. Por isso, reconhecer os sinais de alerta e procurar assistência médica imediatamente são medidas fundamentais para ampliar as possibilidades de tratamento e reduzir os danos causados pela doença.
A coordenadora da Unidade de AVC do Hospital da Restauração (HR), no Recife, a médica neurologista Ana Dolores Nascimento, destaca a importância de a população identificar os sintomas e agir rapidamente. “É de fundamental importância que a população saiba reconhecer os primeiros sinais de um quadro de AVC: boca torta, fraqueza de um lado do corpo e a fala embolada. Esses sinais se apresentam de forma súbita e o paciente precisa ser levado imediatamente para um serviço de saúde, porque como nossa campanha destaca ‘Cada Minuto Importa’”, chamou a atenção.
A orientação é que, diante da suspeita de AVC, a população acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192, ou procure atendimento de emergência sem demora. Não se deve esperar que os sintomas desapareçam espontaneamente, pois o tempo entre o início do quadro e a assistência médica é determinante para o tratamento.
Pernambuco conta com cinco unidades de referência para o tratamento do AVC isquêmico, distribuídas em diferentes regiões do estado: Hospital da Restauração, no Recife; Hospital Pelópidas Silveira, localizado na BR-232, no bairro do Curado, também no Recife; Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada; Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru; e Hospital Regional de Palmares, em Palmares.
Assessoria de Comunicação do Hospital da Restauração

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