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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Homenagem dos filhos Raimundo, Lucia, Luciene e Neide à nossa mãe, Nova Lourenço

Mãe, é imensurável a dor que eu e minhas irmãs sentimos com a sua partida para outro plano. Sua presença permanecerá viva em nossos corações e nas lembranças boas que guardamos da senhora. Maria, mas que todos conheciam por Nova — Dona Nova.


Lembro da nossa mãe sempre na correria do dia a dia: cuidando da casa, ajudando nosso pai na lida no sítio e zelando por nós, seu filho e suas filhas. Lembro dela atuando como professora de turmas multisseriadas; inicialmente, lecionando em uma sala de aula improvisada na casa de um morador que gentilmente cedia o espaço; depois, no Grupo Escolar Joaquina Borba Camelo, no Sítio Alto do Melado.


Não fui aluno da minha mãe, mas sei a importância que ela sempre deu à educação. Lembro-me de uma vez em que levei merecidas ‘sandalhadas’ quando ela descobriu que eu saía de casa para ir à escola, mas ficava no meio do caminho brincando até a hora de voltar. Lembro também de como ela nos acompanhava no percurso entre o sítio onde morávamos e a entrada da cidade, para que não andássemos sozinhos quando começamos a estudar à noite no Colégio Municipal. 


Naquela época, Dona Nova também era a “escrevedora de cartas” do sítio. Comadres e vizinhas frequentemente visitavam nossa casa para que ela escrevesse cartas que depois eram postadas nos Correios. Assim, ela ajudou a amenizar a saudade e a distância entre aquelas pessoas que não tiveram a oportunidade de aprender a ler e escrever, e seus familiares queridos.


Dona Nova gostava de conversar e tinha um coração generoso.


Nos últimos anos, a doença foi deixando sua saúde cada vez mais fragilizada. Católica, no momento de sua passagem, suas últimas palavras foram rogando a intercessão de Nossa Senhora. À Virgem Santíssima, nós também rogamos que interceda por sua alma.


Obrigado, mãe, por todo zelo e cuidado que sempre teve com nosso pai, comigo e com minhas irmãs.


Agradecemos a Deus pelos 84 anos de vida concedidos a ela, e pelo privilégio de sermos seus filhos e convivermos ao seu lado durante a maior parte desses anos.


Descanse em paz, minha mãe!


Raimundo, Lucia, Luciene e Neide


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