Um novo marco na democratização da cultura brasileira e facilitação do acesso ao audiovisual brasileiro foi celebrado neste sábado (30/5), quando o presidente Lula participou da cerimônia de lançamento da Plataforma Tela Brasil, o streaming público e gratuito voltado à exibição de obras audiovisuais brasileiras.
A cerimônia contou com a participação da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e foi realizada na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro (RJ), durante o Rio2C, encontro de criatividade que se divide em Summit, Conferência, Mercados e Festivalia, e que, durante seis dias, apresenta conteúdos em keynotes e painéis abordando temas relevantes da indústria criativa.
Lula argumentou que a importância da soberania cultural do Brasil se constroi com o prestígio das produções nacionais e com a valorização dos profissionais do audiovisual como forma de formular a construção de uma identidade nacional que considere a multiplicidade cultural de uma nação.
A Plataforma Tela Brasil e o investimento em cultura que o Governo do Brasil está fazendo vai contribuir para a elevação da compreensão de um país chamado Brasil”, defendeu Lula
“Por que nós somos assim? Por que nós fazemos assim? Vamos nos compreender, porque a gente está muito acostumado com cultura estrangeira no Brasil. A quantidade de enlatados, de má qualidade, que a gente é obrigado a assistir toda noite, porque não tem outra coisa para a gente ver, não permite que a juventude brasileira tenha acesso à plenitude da cultura brasileira”, argumentou.
O presidente ressaltou a relevância e importância do setor cultural na economia do país e no desenvolvimento e aquecimento do mercado de trabalho do setor. “Cada produção pequena, cada filme, envolve milhares de pessoas, centenas de pessoas trabalhando. Cada peça de teatro são centenas de pessoas, cada show musical envolve centenas de pessoas, e a gente não tem dimensão. O mais importante é a gente conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, a razão das coisas que fizeram a gente chegar onde nós chegamos”, observou o presidente.
A Tela Brasil já chega com acervo que cobre desde clássicos históricos de 1910 até produções contemporâneas, de 2025.
Ao todo, a plataforma inicia com 555 obras audiovisuais brasileiras, divididas em:
267 curtas-metragens;
139 longas-metragens;
85 médias-metragens ou telefilmes;
64 obras seriadas.

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