O requerimento foi apresentado após denúncias de que a Logo Caruaruense, empresa de transporte intermunicipal pertencente ao ex-governador João Lyra Neto, pai de Raquel Lyra, junto com a sua mãe, Mércia Lyra e outras duas irmãs da governadora, operava irregularmente no estado há três anos. O prazo coincide com o início da gestão da chefe do executivo estadual, que assumiu o comando do estado em 2022.
Documentos da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal comprovam que a Logo Caruaruense estava sem vistorias técnicas e sem o pagamento de taxas obrigatórias. Além disso, 100% da frota, pelos relatórios apresentados, já teria mais de 10 anos, o que levaria os veículos a serem retirados de circulação por apresentar risco a segurança de milhares de passageiros diariamente.
O caso teve desdobramento inédito: após a publicação das irregularidades pelo Metrópoles, a governadora Raquel Lyra anunciou o encerramento das atividades empresa da sua família, da qual já foi sócia até 2018. Na ocasião, explicou que as linhas da concessão pública seriam novamente entregues à Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI).
O episódio agravou o questionamento sobre conflito de interesses, já que a empresa tinha, além do pai da governada, a mãe de Raquel Lyra, Mércia Lyra, e suas irmãs Nara Lyra e Paula Lyra nos quadros de administração, de acordo com a denúncia.
Mesmo operando em desacordo com as normas, inclusive com todos os ônibus com mais de 10 anos de idade, quando a legislação determina a suspensão de veículos nessa condição e o cancelamento de registro cadastral, a empresa recebeu recursos públicos durante 2023, 2024 e 2025, por meio de empenhos diretos sem licitação, para prestação de auxílio-transporte a servidores, levantando suspeitas de favorecimento indevido e má gestão do dinheiro público, segundo a denúncia.

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