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terça-feira, 2 de junho de 2026

Mais de 278 mil famílias superaram a pobreza e deixaram o Bolsa Família em Pernambuco desde 2023

Com aumento da renda, em Pernambuco, mais de 278 mil famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023, quando o programa foi retomado pelo Governo do Brasil, e maio de 2026. São famílias que saíram da pobreza por terem conseguido um emprego de carteira assinada ou por empreenderem. Esses lares tiveram a renda acima do limite da Regra de Proteção ou já cumpriram o prazo previsto para permanência nessa modalidade.


Somente em maio de 2026, mais de 14 mil famílias pernambucanas deixaram o programa social. A capital do estado, Recife, foi o município com maior número de desligamentos no período, com 1.350 famílias, seguido por Jaboatão dos Guararapes (676), Petrolina (565), Caruaru (528) e Olinda (384).


Paulista (354), Cabo de Santo Agostinho (319), Vitória de Santo Antão (299), Santa Cruz do Capibaribe (236) e Ipojuca (221) completam a lista dos dez municípios com mais famílias que superaram a pobreza em Pernambuco e deixaram o Bolsa Família.


NACIONAL — Em todo o país, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem a renda familiar. Os maiores números foram registrados em São Paulo (745,6 mil), Distrito Federal (546 mil), Bahia (487,6 mil), Minas Gerais (430,2 mil) e Rio de Janeiro (393,7 mil).


CAPITAIS — Entre as capitais brasileiras, São Paulo registrou o maior número de famílias deixando o programa por aumento da renda em maio de 2026, com 7.312 desligamentos. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (4.387), Fortaleza (3.790), Salvador (3.095) e Brasília (1.896).


EMPREGO — Dados do Caged cruzados com o Cadastro Único mostram que 80% das vagas com carteira assinada criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por inscritos no CadÚnico.


“Os números confirmam as estatísticas relacionadas à presença dos beneficiários no mercado formal e refutam afirmações infundadas de que as famílias não querem arranjar emprego”, afirmou Wellington Dias.


Estudo da FGV Social aponta ainda que a renda do trabalho das pessoas mais pobres cresceu 10,7% em 2025, acima da média nacional, impulsionada pela geração de empregos formais e pela Regra de Proteção do programa.


Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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