
O diretor-presidente do Centro de Estudos Ambientais do Nordeste (Cepan), Severino Ribeiro, afirma que as más práticas de uso do solo aceleram a desertificação no Estado. Entre elas, a agricultura de corte e queima. Esta foi apontada como o principal vilão. “O manejo da agricultura de corte e queima contribui para a redução na qualidade do solo ao provocar processos de erosão. Esse ecossistema é de difícil recuperação, logo, as pessoas vão partindo para outras áreas”, explica Ribeiro. Segundo ele, a estimativa é que o Estado perca 70% de áreas agricultáveis até 2050.
O levantamento funciona, na prática, como um “norteador” de políticas públicas para as administrações estaduais, embora não sejam obrigatórias. As informações podem ser usadas para qualificar as ações de licenciamento ambiental, fiscalização e criação de unidade de conservação. Entre as áreas consideradas prioritárias pelo MMA em Pernambuco, destaque para Serra Talhada, Petrolina, Floresta, Timbaúba e Araripe, que responde por 90% do polo gesseiro no País.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente aqui!
Lembre-se: comentários com acusações, agressões, xingamentos, e que citem nomes de familiares de quem quer que seja, não serão publicados.
Opine com responsabilidade!